|
|
|
Ontem à tarde, O Resumo obteve de fontes quentes que fosse qual fosse o resultado da votação na Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro, haveria aquartelamento e “greve branca”. Em realidade, o comando da greve está usando o Carnaval, como fonte de pressão para obter melhores resultados nas negociações.
Policiais militares e civis, além dos bombeiros decidiram, às 23h de ontem, entrar em greve a partir de hoje, apesar do aumento de 38,81% de seu pagamento ter sido aprovado mais cedo na Alerj, confirmando a informação a que O Resumo teve acesso.
Segundo o governador Sérgio Cabral, o reajuste eleva para R$ 1.669 o salário mínimo de um soldado da PM, com impacto de R$ 1 bilhão no orçamento estadual.
Eles decidiram pela greve em assembléia aberta ontem na Cinelândia, com cerca de 2 mil participantes. “A segurança pública vai parar toda no Rio!”, ameaçava um bombeiro, ao deixar o local com adesivo pedindo a libertação do cabo Benvenuto Daciolo.
Plano de emergência
Para tentar suprir a segurança no Estado, 14 mil militares do Exército serão postos à disposição do Governo, como ficou definido em reunião sobre o plano de emergência, liderada pelo comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior. Pelas últimas informações, o Comando da Polícia Militar está tentando enfrentar a situação com os 30% do efetivo, além de colocar na rua todos os policiais da área administrativa da corporação.
Policiais militares do Bope também podem ir para as ruas e as UPPs teriam equipes reforçadas para evitar retomadas de favelas.
Já o Corpo de Bombeiros será reforçado por 300 homens da Força Nacional e um efetivo reserva de 700 suboficiais e soldados em cursos de aperfeiçoamento.
A quantidade é pouco mais do que os cerca de 40 mil PMs do Estado, mas o secretário de Segurança José Mariano Beltrame diz que “a segurança está garantida”.
A Auditoria de Justiça Militar decretou a prisão preventiva do cabo Benevenuto Daciolo, preso administrativamente desde quarta-feira, acusado de incitamento à greve e aliciamento a motim.
Escutas autorizadas pela Justiça revelaram conversas de Daciolo sobre estratégias para a greve no Estado, ressaltando “probabilidade de não ter Carnaval”.
